«Tive ocasião de dizer recentemente que, sendo Portugal um país democrático e moderno, o seu Estado não tem – nem quer ter – uma historiografia oficial ou uma visão homologada do passado. Quem escreve a história são os historiadores e ela faz-se de leituras plurais e, às vezes, divergentes, que se sucedem ou coexistem, se corrigem ou complementam. Mas isso não significa que, como comunidade nacional, não tenhamos identidade, memória, símbolos, referências colectivas.» p. 538terça-feira, fevereiro 03, 2009
Siso de Navegante (4)
«Tive ocasião de dizer recentemente que, sendo Portugal um país democrático e moderno, o seu Estado não tem – nem quer ter – uma historiografia oficial ou uma visão homologada do passado. Quem escreve a história são os historiadores e ela faz-se de leituras plurais e, às vezes, divergentes, que se sucedem ou coexistem, se corrigem ou complementam. Mas isso não significa que, como comunidade nacional, não tenhamos identidade, memória, símbolos, referências colectivas.» p. 538domingo, fevereiro 01, 2009
Obama: sim a 1 Ministro da Cultura?
Quincy Jones deixou a dica durante uma entrevista e a ideia pegou. Surgiu uma petição e ela conta já com mais de 220 mil assinaturas. Trata-se da “Petition for a Secretary of the Arts”. Em suma, quer-se que os EUA passem a ter um, digamos, Ministro da Cultura, cargo que nunca existiu por aquelas bandas. Já durante a campanha eleitoral Barack Obama sublinhou a importância das Artes. Os artistas têm isso presente, assim como têm também em consideração o peso económico que o seu trabalho tem na América (cem mil grupos artísticos, seis milhões de produtores/trabalhadores e um contributo anual de 167 bilhões para o PIB). Isso tudo tem-se conjugado para fazer os peticionários acreditar que é chegada a hora de haver um Departamento para as Artes. Será? Não será?
Para já, o Presidente Obama ainda não nomeou um novo presidente do National Endowment for the Humanities, mas a Lei da Recuperação e Reinvestimento recentemente aprovada no Congresso já inclui um suplemento de 50 milhões que o NEH deverá distribuir por organizações do mundo das Artes. Ainda assim, o orçamento de 145 milhões para 2009 continua inferior àquele de 176 milhões que esta organização já teve em 1992. Seja qual for o resultado obtido com a petição, parece aberto o caminho para mais interesse/atenção por parte da Administração e para... mais dinheiros.
Bem vistas as coisas, parece pouco provável que Obama venha a atender a pretensão em causa. Pelo menos para já. São tantas as urgências que afligem o país e o próprio presidente tem sido claro no que se refere ao peso da máquina do Estado e, designadamente, aos custos (veja-se como actuou com relação aos salários dos altos cargos na Casa Branca).
Na foto: Itzhak Perlman, Yo-Yo Ma e Anthony McGill contribuiram grandemente para a marca cultural da investidura de Obama.
Para já, o Presidente Obama ainda não nomeou um novo presidente do National Endowment for the Humanities, mas a Lei da Recuperação e Reinvestimento recentemente aprovada no Congresso já inclui um suplemento de 50 milhões que o NEH deverá distribuir por organizações do mundo das Artes. Ainda assim, o orçamento de 145 milhões para 2009 continua inferior àquele de 176 milhões que esta organização já teve em 1992. Seja qual for o resultado obtido com a petição, parece aberto o caminho para mais interesse/atenção por parte da Administração e para... mais dinheiros.
Bem vistas as coisas, parece pouco provável que Obama venha a atender a pretensão em causa. Pelo menos para já. São tantas as urgências que afligem o país e o próprio presidente tem sido claro no que se refere ao peso da máquina do Estado e, designadamente, aos custos (veja-se como actuou com relação aos salários dos altos cargos na Casa Branca).
Na foto: Itzhak Perlman, Yo-Yo Ma e Anthony McGill contribuiram grandemente para a marca cultural da investidura de Obama.
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