sexta-feira, agosto 22, 2008

Migração de talentos olímpicos

De mercenarismo olímpico fala Jeune Afrique, referindo-se a atletas africanos que, a mais de terem feito cobrir os seus talentos com bandeiras de outros países, de molde a poderem chegar aos Jogos Olímpicos de Pequim, foram ao ponto de mudar os seus próprios nomes. Como quer que seja, a expressão é forte e certamente que não tem em conta as realidades nacionais que, objectivamente, empurram para essa «opção» todos esses jovens plenos de aptidão atlética e de esperança. Naturalmente que esta como que fuga de talentos desportivos não é recente nem é localizado. Porventura hoje saltam à vista, primeiro, os montantes envolvidos e, segundo, as longínquas e exóticas bandeiras que agora oferecem o seu generoso abrigo. Um negócio das arábias, dir-se-ia.
De um outro ângulo, mais positivo, e numa perspectiva mais ampla, importa perceber e enaltecer o segredo que faz uma small island nation como a Jamaica ascender a tão forte glória olímpica. E com a prata (o ouro, melhor) da casa!...

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