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terça-feira, fevereiro 08, 2011

Em defesa dos tradutores

“A tradução é uma nova versão do livro. Um novo texto para partilhar. Posso levar dois anos para escrever um livro. Os tradutores necessitam de traduzir dois ou três livros por ano para poderem viver e, ainda por cima, o seu nome não aparece na capa.” Lobo Antunes dixit. Ver aqui.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Nha Nacia Gomi

Faleceu hoje, aos 86 anos de idade, Nha Nacia Gomi.

Curvo-me, em respeito, perante a sua memória e o seu legado.

E lembro-me de quando, há sensivelmente oito anos, a acolhi, no então Ministério da Cultura e Desportos, por forma a que pudesse receber, das mãos do Primeiro Ministro José Maria Neves, a sua distinção como Embaixadora da Cultura Cabo-Verdiana. Igualmente que, escassos dias após esse evento, lhe foi atribuída uma pensão vitalícia.

quarta-feira, março 24, 2010

“O Estado tem que estar sempre onde os bens meritórios não funcionem com a lógica do mercado”.

Graças ao Blogue di Nhu Naxu, chego a esta entrevista. Na verdade, conversa bem interessante, esta com a Senhora Ministra da Cultura de Portugal, Gabriela Canavilhas. Ou de como se deve falar das questões da Cultura.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

A Raínha da Museumsinseln

Compreende-se que Nefertiti seja a grande atracção do recentemente (re)aberto Novo Museu de Berlim. Porventura até a maior parte da avalanche de visitantes desafia as adversidades deste Inverno rigoroso e desloca-se até esse magnífico espaço sobretudo para poder ver de perto o mais que famoso busto. Compreende-se. A sala cuidadosamente iluminada, o dispositivo à prova de bala, o ar circunspecto das pessoas são factos que tornam mais denso o ambiente deste rendez-vous. Se a isso se juntar todo o aceso debate que se tem registado em torno da questão de saber a quem pertencem os direitos sobre essa peça de valor incalculável... Essa e outras, aliás. Muitas outras dispersas por este mundo fora, em colecçoes públicas e privadas. Mas esse é o (já velho) debate.
A verdade é que o Novo Museu é muito mais do que isso. A colecção é simplesmente espantosa e está arrumada com inegável bom gosto - o que nem sempre acontece em instituiçoes do tipo. Uma demorada visita justifica-se plenamente e faz-se bem. Mais ainda: também pelo edifício em si. Ver como das ruínas que ficaram dos bombardeamentos havidos durante a II Guerra Mundial se conseguiu erguer uma obra que, sem favores, é a jóia da Ilha dos Museus. Bem instalada como está, terá Nefertiti saudades do seu Egipto? Não sei. E o enigmático olhar dela não ajuda...

Vale a pena ver uma galeria de fotos aqui.
De resto, para um passeio virtual, aqui.