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quinta-feira, maio 22, 2014

Temos Orquestra Nacional!

Magnífica a noite de apresentação da Orquestra Nacional! Um daqueles momentos que nos dizem que, dvera-dvera, estamos a andar a passos largos enquanto Nação. Parabéns à Maestrina e aos Maestros, a todos os Músicos, ao Ministro Mário Lúcio, claro!, e a todos quantos tornaram possível essa grande noite. Uma nota particular ao grupo de Músicos da Banda Militar, encabeçados pelo Maestro Casimiro Tavares: colocaram bem alto o nome da instituição a que pertencem.
Por mim, tive orgulho no meu papel de espectador, um entre os muitos que lá estivemos. 
Longa vida à Orquestra Nacional de Cabo Verde!

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Mais Cultura

Tudo aponta no sentido de, ou melhor, tudo levar a esperar que, na Legislatura prestes a arrancar em Cabo Verde, a Cultura venha a ocupar um mais destacado lugar no seio das políticas públicas. E é caso para recordar o conteúdo do ponto 4.5, precisamente relativo à Cultura, constante na Plataforma Eleitoral Mais Cabo Verde apresentada pelo PAICV e sufragada nas Eleições Legislativas do passado Domingo, dia 6. Conferir aqui.

domingo, fevereiro 28, 2010

Protegid pa Carmen

Fechando o fim de semana da melhor forma: logo mais, o concerto de Carmen Souza no A-Trane Jazz Club. E os sons de “Protegid”, o novo álbum recentemente lançado pela Artista.
Carmen está no
Facebook e no MySpace.

terça-feira, abril 21, 2009

Simentera por Lela Violão

Um grande Bravo! pelo concerto de solidariedade com o Artista agora adoentado.
É já no próximo dia 23, Quinta-feira,

às 21:00 horas,
na Assembleia Nacional.
Melhoras para Lela Violão!

quinta-feira, abril 02, 2009

Praia jazzística

Arranca hoje, na cidade da Praia, o Kriol Jazz Festival.
A iniciativa é excelente e, creio, só não irá dela tirar proveito quem não pode. É o meu caso. Exprimo, desde já, aos organizadores (a Câmara Municipal da Praia) as minhas felicitações e os melhores votos. Bravo!
(Obs.: estive, há dois dias, num concerto de Lenine. Recomendo vivamente.)

terça-feira, março 17, 2009

Spiga

É uma enorme alegria poder ouvir esta obra de Princezito. As boas referências, essas, chegaram-me antes do CD. Na verdade, uma delícia! Há um aspecto que se destaca logo: este CD é como que um hino ao Crioulo, justamente no que a nossa língua tem de expressividade e profunda conexão com as coisas (cores, dores, sabores, ritmos, alegrias, sentidos) da terra. Bravo!

quinta-feira, março 12, 2009

Museu crioulo

Pelo seu interesse, transcrevo a seguinte nota:
"The Cape Verdean Museum Exhibit will reopen on Tuesday, March 17, 2009. The hours of operation are Tuesdays & Thursdays from 1:00pm to 5:00pm and on Saturdays from 12:00pm to 4:00pm.

New artifacts, pictures, maps and books have been added and the museum has many new and wonderful changes. Please come and view the history of Cape Verde, Immigration from Cape Verde and the Independence of Cape Verde.

Also showcased is how the Cape Verdeans settled, worked and their many accomplishments and contributions since their arrival in the New England area. The story is told with pictures and artifacts of the Whalers, Longshoremen, and workers on Cranberry Bogs. View Cape Verdean music of the old and new, Sport Athletes of Cape Verde, Cape Verdean Athletes in the New England area and Cape Verdean Athletes at the Olympics.

For group visits, please call the museum at (401) 228-7292 or email us at info@capeverdeanmuseum.org.

Visit our website at www.capeverdeanmueum.org and view our Newsletter for upcoming events."

quinta-feira, março 05, 2009

Manifesto

Li, com interesse e gosto, o Manifesto Teatral de João Branco. Aqui. Uma proveitosa “conversa de café”, sem dúvida. Caso para renovar o meu aceno de respeito pelo trabalho que ele tem vindo a desenvolver. Bravo!
A imagem é margosa.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Carnaval & Cinzas

Ouvi, com gosto, essa muzquinha d`Carnaval Manhã catem traboi. Uma batucada do Artista Beto Santos. Está uma delícia. Entretanto, chegam-me boas notícias do Carnaval de ontem. Dizem-me que foi bem “brincado” no Mindelo. Também na Praia e noutros pontos do país. Bravo! Uma manifestação cultural que, ano após ano, soma e segue, apesar das promessas não cumpridas e das ingratidões. Shame on us!

Vamos e venhamos: a comida de Cinzas tem o seu gosto bem especial. É certo que já não tem tantos “seguidores” como antigamente, mas ainda tem muitos. E creio que esta é uma daquelas tradições que vale bem a pena incentivar. Ou melhor: vale bem o garfo.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Adeus,Yolanda Morazzo


Barcos

"Nha terra é quel piquinino
É São Vicente é que di meu"

Nas praias

Da minha infância

Morrem barcos

Desmantelados.


Fantasmas

De pescadores

Contrabandistas

Desaparecidos

Em qualquer vaga

Nem eu sei onde.


E eu sou a mesma

Tenho dez anos

Brinco na areia

Empunho os remos...

Canto e sorrio...

A embarcação

Para o mar!

É para o mar!...


E o pobre barco

O barco triste
Cansado e frio

Não se moveu...

Por: Yolanda Morazzo

Se bem me lembro, tive a honra de conhecer Yolanda Morazzo Lopes da Silva durante os 1ºs Encontros de Poesia de Vila Viçosa, em 1983 (?). Após isso, encontramo-nos algumas vezes. Mas há bastante tempo que não a via. Lembro-me de uma nossa aventura, qual dois detectives improváveis, à procura de um seu anel de estimação que tinha deixado esquecido algures aí na Gulbenkian, tal a balbúrdia que por lá andava aquando do 1º Congresso de Escritores de Língua Portuguesa, em 89. Encontrada essa joia, lá saímos contentes com o sucesso dessa operação de busca e, para espanto nosso, pacientemente aguardava por nós o táxi no qual já estavamos a entrar quando ela, de repente, se apercebeu da falta e dera o alarme. Entristece-me a notícia da morte de Yolanda Morazzo. Mas recordo-a com amizade e muito carinho. E digo-lhe este adeus bem sentido.

domingo, dezembro 07, 2008

Pela Cidade Velha

Só agora, na tranquilidade da “Aula” (assim se diz átrio ou lobby na língua local) do hotel onde me encontro nesta gelada Helsínquia, tenho uma pausa para registar o meu reconhecimento ao Historiador Daniel Pereira, Embaixador cabo-verdiano no Brasil, pela excelente conferência "As ilhas de Cabo Verde e o comércio triangular - a Cidade Velha na história da Escravatura" que teve a amabilidade de proferir, no passado dia 4, em Berlim.
Tenho que se tratou de uma oportunidade, muito bem aproveitada aliás, para fornecer a uma plateia de gente interessada e influente um manancial de dados relativos não apenas à história de Cabo Verde em geral quanto, sobretudo, ao valor da Cidade Velha no plano histórico-cultural. Pois que é fundamental haver cada vez mais gente a falar da nossa Cidade-Berço e a, em favor dela, fazer, passe o abuso, “aula”. Lobbying, quero dizer.

domingo, novembro 02, 2008

E viva o MAT!

No Mindelo, acaba de ser inaugurado o Museu de Arte Tradicional, pondo assim cobro a esse longo, excessivamente longo intervalo que decorreu desde o encerramento do então Centro Nacional de Artesanato. Caso para dizer: parabéns! Pelo caminho ficam, certamente, episódios e angústias de diversa natureza, mas o que importa agora é que uns e outros se juntem no propósito de garantir longa vida (e com muita vida) a esta nova unidade cultural.

sábado, outubro 18, 2008

No Dia Nacional da Cultura

Assinala-se hoje, 18 de Outubro, o Dia Nacional da Cultura.
Permito-me, a prepósito, algumas notas avulsas:
1. Felicitações a todos os Criadores Culturais, dos mais diferentes domínios, pela persistência e entusiasmo com que têm sido os verdadeiros pilares do dinamismo cultural que, ninguém o nega, existe na Nação cabo-verdiana.
Pelas notícias que tenho podido ler, foi posto em marcha um bom leque de acções, digamos, comemorativas deste evento, o que é de louvar.
2. Acabo de ler uma
notícia sobre os vencedores do Grande Prémio Cidade Velha e do Prémio Orlando Pantera – Descoberta de Talentos Jovens. Para eles os meus parabéns.
Não me coíbo de dizer que a atribuição do GP é algo que me traz grande satisfação. Bem sei o quanto batalhei para que essa minha ideia assumisse a forma de lei, o que veio a acontecer em 2003 (Decreto-Lei nº 67/2003, de 31 de Dezembro). Caso para recordar que esse diploma instituidor do GP determinou que a primeira atribuição teria lugar aquando dos 30 anos da Independência Nacional, em 2005, o que também aconteceu. O que significa que esse Grande Prémio está agora a ser atribuído pela segunda vez. De 2005 a esta parte, há, tanto quanto julgo saber, três desenvolvimentos a registar: o valor do GP passou de 700 para mil contos; normalizou-se que a atribuição acontece sempre por ocasião do Dia Nacional da Cultura; e a periodicidade do GP passou de dois para três anos (o que não chego a perceber, mas, feitas as contas, não se trata de uma alteração de monta).
3. Felicitações, igualmente, à Assembleia Nacional por ter instituído o Dia Nacional da Cultura, adoptando um projecto apresentado pelo então Deputado Jorge Silva (PTS);
4. Uma palavra de apreço para o Ministério da Cultura e o respectivo titular, Doutor Manuel Veiga. Por experiência própria, sei que esse é, porventura, o departamento governamental onde o dia a dia é um renovado exercício de criatividade para, passe a expressão, fazer omoletes sem ovos. O que não retira nem diminui a justeza das críticas que, aqui e acolá, são feitas; apenas aumenta a angústia de quem está ao leme.
Assim entre parentêsis, lembro-me (e com isto julgo que não estarei a cometer nenhuma inconfidência) da visita a Cabo Verde do então Primeiro Ministro português, Dr. Durão Barroso. Durante um almoço, no Mindelo, tendo perguntado ao seu Ministro da Cultura, Dr. Pedro Roseta, e a mim qual dos dois estava há mais tempo nessas funções, sublinhou as proverbiais dificuldades da pasta e rematou dizendo algo como isto: mais do que dois anos na Cultura já é assim uma espécie de sacerdócio.
5. Continuo a entender que os Institutos da área da Cultura têm feito um trabalho meritório. De todo o modo, temos a obrigação de desejar mais, sendo que o grande salto em frente que falta dar não depende deles apenas. Voltarei a este tópico daqui a nada.
Ainda há poucos dias, João Branco inventariou uma série de projectos sobre os quais o enguiço persiste.
6. Aqui neste blog já me referi à necessidade de tirar partido das possibilidades criadas, em 2004, com o regime do Mecenato. Pelo que não vou insistir neste ponto. Agora, que falta algo como um movimento pelo Mecenato, lá isso falta. E, ao reincidir na defesa deste regime, estou longe de aderir ao ponto de vista segundo o qual o MC tem sido um como que guichet para subsídios. Ao menos tivesse verbas para responder por tal fama! Pois que a verdade é que os montantes de que se dispoe para esse fim são baixíssimos. Neste particular, será instrutiva uma leitura dos orçamentos do MC ao longo dos anos.
7. Pela auto-crítica que tenho feito, ainda não encontrei razões para não ter como salutar essa experiência dos chamados Embaixadores da Cultura. Alguns deles já faleceram, entretanto (Anu Nobu, Ildo Lobo). Mas já há mais gente merecedora de tal distinção. Como seguramente já havia quando o primeiro pelotão foi fixado. O primeiro... Volta e meia, há vozes da política a dizer que as gentes da Cultura são os grandes, os autênticos Embaixadores do país. Pois então! De resto, mesmo no plano mais prático, sabe-se o quanto o passaporte diplomático lhes pode facilitar a vida nas suas andanças pelo mundo. Questão outra e que chama à liça outros departamentos é a da chamada Diplomacia Cultural, mas por este caminho não vou entrar agora.
8. Neste país-Cultura que é Cabo Verde, é fundamental que o Estado cresça na assunção das suas especiais responsabilidades na matéria. E com isto estou a fazer a ponte com o ponto 5 anterior. Tarda um decidido e substancial investimento público nesta área aqui assim em apreço, parece-me. E, não tenhamos ilusões: há certo tipo de realizações que tem de ser o Estado a empurrar. Mormente nestes tempos em que o privado puro e duro está, um pouco por esse mundo fora, acantonado a tremer de sustos mil. Ou seja, para que a Cultura venha a carburar em termos “industriais” é preciso que a mão do Estado entre, sem receios, sem mais adiamentos. Como investidor, se se quiser. Ainda que promovendo parcerias diversas. Mas é preciso não alijar para outros o que tem de ser feito pelo próprio Estado. Basta pensar na rede de instituições culturais... públicas. Ou no quanto é ainda minguado o nosso parque de unidades culturais. Problema outro é o do modelo de gestão (exploração) que se encontre para cada uma delas. Pessoalmente, fiquei ruço e rouco de defender dinheiros para a Cultura. Mas continuo teimoso o suficiente para ir expondo as minhas ideias e para acreditar que, um dia, teremos orçamentos do Estado que sejam, objectivamente, amigos da Cultura. Aliás, creio ser já um bom sinal quando o próprio Chefe do Governo, o meu amigo Dr. José Maria Neves, reconhece (e cito de memória) que a Cultura tem feito mais pelo país do que qualquer governo...

Na imagem: Nha Nacia Gomi, Embaixadora da Cultura desde 2003.