Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cinema. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, março 03, 2011

Girardot


Annie Girardot
Faleceu no passado dia 28 de Fevereiro, em Paris. Tinha 79 anos. 
Nome incontornável do cinema francês.


              Com Alain Delon em "Rocco e os seus irmãos" (1960), de Visconti.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

O (real) discurso

The King's Speech (Melhor Filme) e, com ele, Colin Firth (Melhor Actor), Tom Hooper (Melhor Realizador) e David Seidler (Melhor Argumento Original) foram, merecidamente, os grandes vencedores na noite dos Oscares.
Caso para recordar o tal discurso do Rei Jorge VI de Inglaterra, proferido a 3 de Setembro de 1939.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

True Grit




Desta vez, não com John Wayne mas sim com Jeff Bridges. Este impecável, aliás. E a companhia é da melhor: Matt Damon, Josh Brolin, Barry Pepper. A adolescente  Hailee Steinfeld faz, nesta obra, a sua estreia (fulgurante). A realização é dos irmãos Coen, Joel e Ethan. Um bom filme, sem dúvida. E, claro, o velho prazer de ver um western bem apanhado.


sábado, fevereiro 05, 2011

O discurso do Rei


The King´s Speech. Um grande filme, sem dúvida. Dos tais que dão sentido ao tal prazer de ir ao cinema. Bravo! E, claro, Colin Firth, pela sua magnífica prestação, é, legitimamente, o grande favorito na actual corrida para o Oscar que distinguirá o Melhor Actor.

Para o trailer do filme, aqui.

quarta-feira, março 24, 2010

Violências

Um filme e tantos, este Precious. Baseado no romance Push, da escritora Sapphire, toca numa teia de temas candentes em toda a linha. A violência familiar, as relações incestuosas, a maternidade precoce, a pobreza, o desemprego e o ciclo problemático da assistência social... E por aí adiante. O cenário, de resto, é o Harlem mais fundo, algures nos anos oitenta. Um ponto deve seguramente ser destacado: o nível da interpretação. Desde logo a prestação de Mo`nique, a qual, aliás, a catapultou para o mais do que merecido Oscar para Melhor Actriz Secundária/ 2010. Mas também a da jovem Gabourey Sidibe e a de Mariah Carey. Um outro nome da música que aparece no elenco de actores é Lenny Kravitz.
Realizado por Lee Daniels, este filme tem, na sua produção, gente como Oprah Winfrey e Tyler Perry.
Nestas nossas ilhas de ainda muita violência familiar, esta é uma obra que deveria ser exibida. Ah, sem dúvida!





segunda-feira, março 08, 2010

A noite de Bigelow

Ontem, na 82ª grande gala anual de Hollywood, Kathryn Bigelow foi a grande vencedora. Em toda a história dos Oscares esta é a primeira vez que uma mulher arrebata a estatueta na categoria de Melhor Realizador. Não bastasse esse feito, é ainda o filme dela, The Hurt Locker, o distinguido como o Melhor Filme. Caso para dizer: bravo!

Um daqueles filmes que mexem profundamente com o espectador? Nem por isso. Mas isso não tira nenhum mérito à proeza de Bigelow.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Invictus

Um belíssimo filme de Clint Eastwood em que Mandela é impecavelmente interpretado por esse grande senhor do Cinema que é Morgan Freeman. Ou de como o então recentemente eleito presidente da África do Sul soube chamar o desporto (o raguebi, concretamente) para ajudar a erguer a Rainbow Nation.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

O voo do Besouro


Besouro, de João Daniel Tikhomiroff, é uma beleza de filme que tão bem acentua o quanto a Capoeira está ligada à Escravatura ou, dito de outro modo, ao movimento emancipador dos Negros no Brasil. Um testemunho deveras eloquente. E não vejo por que carga de água é que não se haveria de lançar mãos das possibilidades tecnológicas existentes para tornar ainda mais eficaz esse testemunho, designadamente junto dos mais jovens. O resultado está aí a provar que valeu a pena. Bali!
Dois rápidos registos: a) a Capoeira é, desde 2008, Património Cultural do Brasil; b) Gilberto Gil é o autor da música-tema do filme.
Um texto sobre a obra pode ler-se
aqui.
Para o Blog de Besouro, aqui.
Para o Blog do Actor e Capoeirista Ailton Carmo,
aqui. É ele quem diz o seguinte: "Tem gente que ainda vê a Capoeira como coisa de malandro, como se bandidos estivessem ali. O filme vai ajudar não só a Capoeira, mas outras coisas de nossa Cultura também, como o Candomblé."

sábado, fevereiro 20, 2010

Bróder

Tive, na passada Quarta-feira, o prazer de estar na estreia do filme brasileiro Bróder. Julgo que se trata de uma obra que introduz, no que ao registo cinematográfico se refere, uma nova forma de tratar a problemática das zonas pobres (favelas, se se quiser), e designadamente a questão da violência no seio delas ou em torno delas. Como bem referiram o Realizador Jeferson De (um jovem negro, repare-se porque se trata de um dado importante) e alguns elementos do elenco durante o breve bate-papo no final da sessão, o filme constitui “um olhar de dentro”. Não já a violência cruamente exposta no seu estendal de tiroteios, de vítimas e de sangue, mas o drama das pessoas, das famílias, das relações interpessoais (de amizade, desde logo) e de poder (de facto, real) num ambiente em que a violência, afinal, é omnipresente. Por vezes silenciosa apenas, mas tentacular. O cenário geral, já se sabe, é o da pobreza. E, nesse preciso cenário, é notável o desempenho da grande Artista que é Cássia Kiss (na foto com Jeferson De e o actor Caio Blat), enquanto baluarte dessa dignidade e desse sentido de valores que a violência deixa sitiados.
E é bom que tenha sido devidamente sublinhada a contribuição dos moradores de Capão Redondo. Aliás, um dos principais protagonistas (o actor Du Bronks) é mesmo originário dessa localidade do Sul de São Paulo.
Plenamente justificada, por conseguinte, a emoção do Realizador, dos Actores, dos produtores. Aliás, nessa noite da estreia todos viram o “produto final” pela primeira vez, tal o ritmo com que tiveram de trabalhar para que o filme estivesse presente na Berlinale. Chapeau!


quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Ainda na Berlinale

Pois é, o prazer de ver um belíssimo filme. Falo do filme checo Kawasakiho Ruze, de Jan Hrebejk. Da intriga eficazmente desenvolvida às interpretações seguríssimas, passando pela empolgante fotografia. Tudo muito bem colocado para nos recordar o quanto ainda há pontos soltos (ou feridas abertas) na história, recente aliás, dos tempos duríssimos da Cortina de Chumbo. Ou de como os dramas humanos então vividos se vão desdobrando nos territórios mais intímos das famílias, das pessoas. Ainda. E sob formas de dolorosa impunidade.

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Espreitando a Berlinale


Nesta Berlim ainda a braços com a neve, a Berlinale vai desdobrando o seu bem recheado programa. Quem é como quem diz, um programa deveras à altura dos sessenta anos deste prestigiado festival. Infelizmente, não é possível ir a todas, pelo que, de escolha em escolha, vai-se fazendo pela vida, ou seja, procura-se consolar a “manha” e ficar com uma ideia do todo. Por exemplo, não esperava muito do Greenberg, de Noah Baumbach, pelo que não posso dizer que tenha ficado desiludido. Numa outra nota, achei interessante o olhar que Bansky lança sobre a problemática da street art com a obra Exit through the Gift Shop. De resto, aguardo com expectativa o Shutter Island, de Martin Scorsese, bem como as películas brasileiras Besouro, de João Daniel Tikhomiroff, e Bróder, de Jeferson De, bem como o filme checo Kawasakiho Ruze, de Jan Hrebejk, e o The Killer inside Me, de Michael Winterbottom. A ver vamos.


sábado, agosto 15, 2009

O cão da discórdia

Rokaya Sadat, filha do antigo presidente do Egipto, Anwar El Sadat (assasinado em 1981. Na foto), não está para meias-medidas e acaba de processar os produtores do filme “I love you man”. É que nesta recentíssima película (DreamWorks, 2009) há um cão que tem precisamente o nome do antigo Chefe de Estado egípcio. Não vi o filme, mas, pelo trailer, vê-se que essa, digamos, homonímia não aconteceu por distracção. A velha história dos limites... A ver vamos até onde irá este mais recente “choque”.
Pessoalmente, cresci num tempo em que os nomes dos cães não variavam muito. Piloto, Sartana, Bobby, Trinitá... Agora tenho um cujo nome vem nessa linha: Rex.

quinta-feira, abril 16, 2009

O Papa Negro

Só agora pude ver, em dvd, este filme. Esperava algo mais. Melhor: contava com um outro tipo de tratamento. Para já porque a obra se apresenta assim: Il Divo – a vida extraordinária de Giulio Andreotti.
Sete vezes Primeiro Ministro, o actual Senador Vitalício Andreotti é o nome mais saliente da história política da Itália do pos-guerra. Ora. Mormente quem tenha alguma noção dos turbulentos (e sangrentos: Moro, Dalla Chiesa, Falcone...) episódios dos anos 70 em diante, tem igualmente alguma referência dessa figura política e uma ideia de como, sinistra até dizer basta, tudo passava por ela ou dela partia . Mas, não sendo esse o caso, o filme corre o risco de ser, digamos, um “policial” mais ou uma recambolesca história de um fulano que, a torto e a direito, ia dizendo que tudo à volta dele acontecia por vontade de Deus.
Ou seja, aposta-se demasiado nos conhecimentos do telespectador. Razão por que, creio, tudo é “contado” de uma forma tão “solta”.
Seja como for, e muito embora as reais ameaças e os danos efectivos ao Estado de Direito Democrático sejam referidos nesse encadeamento fantasioso, creio que resulta evidente o quao destituída de valores pode ser a gestão da coisa pública quando o Estado sucumbe a outras lógicas e a outros (sub) mundos, estes com as suas agendas e os seus interesses bem concretos. E este é um tema bem actual, infelizmente.
Se bem ajuízo, o Realizador Paolo Sorrentino avalia essa “vida extraordinária” de um modo diferente daquele que foi sendo seguido pelo sistema judicial. De resto, bem se compreende que o Senatore a vita não tenha gostado do filme...
Coisas da memória. Lembrei-me agora de uma belíssima série televisiva que animava as noites de Domingo, nos idos de oitenta. O polvo, era o seu título. Linguagens diferentes, propósitos distintos, bem sei.
Lembro-me também de Costa-Gavras e das eficazes achegas por ele dadas.
Um aceno muito especial é devido ao Actor Toni Servillo pela sua soberba prestação no filme.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Momento Sean

Duas notas super rápidas sobre os Oscares de ontem:
Sean Penn é um corredor de fundo e o Oscar que agora ganhou é simlesmente indiscutível. Bravo!!
Não tenho memória de ter visto uma cerimónia anterior que tivesse sido tão enfadonha.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Cinema africano em Lisboa

No Cinema S. Jorge, em Lisboa, decorrerá, de 27 de Março a 17 de Maio, o Ciclo de Cinema Africano (African Screens – New Cinemas from Africa), tendo como Comissários Manhtia Diawara e Lydie Diakhate.
40 filmes e 4 painéis temáticos. Ou seja, um belíssimo voo sobre o que de melhor se vai fazendo em termos de Cinema Africano.
Tais Screens foram referidos aqui neste Blog quando a iniciativa teve lugar em Berlim, há escassos meses.
No caso de Lisboa, a organização é do Africa.cont, uma instituição recentemente criada e que se propoe dedicar-se ao conhecimento e à divulgação das culturas africanas contemporâneas.
Para mais sobre esta nova instituição cultural,
aqui.
E, claro: até onde julgo saber, “Some Kind of Funny Porto Rican? A CapeVerdean-American Story” é um dos filmes que constam do programa.

domingo, fevereiro 15, 2009

O Paraíso segundo Costa-Gavras

Eden à l`Ouest é o filme de Costa-Gavras (na foto) com o qual, bem em grande, desce o pano sobre o Festival de Cinema de Berlim (Berlinale).
Uma beleza de filme! Atentamente seguido pela numerosa plateia e, no final, brindado com uma reconhecida salva de palmas.
Dizer que esta obra aborda a temática da emigração clandestina seria, de algum modo, dizer pouco. Redutor, ao fim e ao cabo. Esse será, quero crer, o núcleo para uma pluralidade de temas que fluem com naturalidade e subtileza ao longo do filme, inquietando o espectador. Pois que com verdadeira mão de Mestre a obra é construída! A natureza humana e as suas fragilidades e momentos de grandeza, as humilhações e a vontade de vencer na vida, o Estado da abundância e os seus medos e contradições, a indiferença perante o sofrimento alheio, enfim...
E é fortíssimo o facto de a personagem central praticamente não falar. Entre a incompetência linguística e a sucessão dos acontecimentos, Elias (assim se chama essa personagem) é um quase-mudo. Mas é ele o “dono” desta odisseia relatada. Uma odisseia que é, afinal, igual a tantas outras que têm acontecido e continuam a acontecer nesta dolorosa busca (que, infelizmente, continua) do Ocidente.
Há algo de auto-biográfico neste filme? Talvez. O certo é que ele é um testemunho poderoso, bem à altura de alguém com o percurso (o engajamento) de Costa-Gavras.
É tão bom quando se sai da sala de cinema com essa inconfundível marca de gratificação interior!...


Filmes em Ouaga

Arranca já no próximo dia 28 a 21ª edição do FESPACOFestival de Cinema de Ouagadougou. Comemorando este ano o seu 40º aniversário, esse Festival de há muito converteu a cidade capital do Burkina Faso na como que Meca do Cinema Africano. Aliás, aí se situa também a Cinemateca Africana, a qual completa agora vinte anos de actividade.
Um outro dado importante é o seguinte: vai-se render homenagem a Sembene Ousmane, essa figura-ícone da Literatura e do Cinema de África.
Agrada-me saber que por essas paragens estará a nossa Cineasta e minha querida amiga Claire Andrade-Watkins, desta feita como membro do júri que apreciará os Filmes da Diáspora.

sábado, fevereiro 14, 2009

Ouro para A Teta Assustada

O filme La Teta Asustada (The Milk of Sorrow, em inglês), da jovem Realizadora Claudia Llosa, ganha o Urso de Ouro da 59ª edição da Berlinale, o Festival de Cinema de Berlim cuja cerimónia oficial de encerramento terá lugar amanhã, 15.
Aliás, esta produção hispano-peruana foi também distinguída com o prestigiado Prémio da Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica.
Entretanto, a distinção de Melhor Realizador cabe ao iraniano Asghar Farhadi pela sua obra Darbareye Elly (About Elly).

De registar que o título de Melhor Actor fica em África: com o maliano Sotigui Kouyate (na foto), pela sua prestação no filme London River, cujo Realizador é Rachid Bouchareb.
Melhor actriz é a austríaca Birgit Minichmayr, graças ao seu papel no filme alemão Alle Anderen, de Maren Ade.


segunda-feira, fevereiro 09, 2009

1 registo

Noite de celebração do cinema polaco. Uma maravilha. No centro das atenções esteve Andrzej Wadja e o seu filme Tatarak (Sweet Rush). Mas como a sorte de vez em quando tem mãos largas, presentes também estiveram Roman Polanski e Jerzy Skolimowski. Entre os muitos convidados, um outro realizador de nomeada: o alemão Volker Schlondorff. Oportunidade para um bate-papo. Lembrei-me do Necas Marçal e de como, na Coimbra dos idos de oitenta, consumíamos as obras dessa boa gente. Que enquanto a Nha Khatarina Blum ia perdendo a honra sempre fomos aprendendo alguma coisa!...

sábado, janeiro 31, 2009

Berlinale


A 59ª edição da Berlinale arranca já na próxima semana. O programa, como sempre, é de fazer manha.
Portugal (com “Singularidades de uma rapariga loura”, de Manoel de Oliveira, 2009) e o Brasil (com “Garapa”, de José Padilha, 2008, e “Vingança”, de Paulo Pons, 2008) representam o mundo da língua portuguesa.
De recordar que José Padilha é o Realizador de “Tropa de Elite”, o filme que arrebatou o Urso de Ouro na edição do ano passado.
No geral, certamente que promete o re-encontro com gente da estatura de Andrzej Wadja (Tatarak, 2008), Bertrand Tavernier (In the Electric Mist, 2008), Costa-Gavras (Eden à l`Ouest, 2008), Stephen Frears (Cheri, 2009).
Este ano, as honras da noite de abertura cabem a The International, longa-metragem de 2008, dirigida por Tom Tykwer e que conta com as prestações Clive Owen, Naomi Watts e Armin Muller-Stahl.
Por certo que merece atenção o filme Notorious, de George Tillman Jr. (na foto), jovem Realizador americano (Milwaukee, 1969) que, com esta obra, re-visita B.I.G. (na foto), a célebre estrela do Hip-Hop assassinada a tiro em 1997.
Tillman Jr. realizou Soul Food (em 1997) e Men of Honor(de 2000, com De Niro e Cuba Gooding Jr.).
No elenco do Notorious estão Angela Bassett, Derek Luke e, claro, Jamal Woolard (actor estreante, ele também Rapper, também de Brooklyn e, upppsss, sobrevivente de tiroteio) que “faz de” B.I.G.