Recebi ainda há pouco a notícia do falecimento, em Lisboa, do Luís Freire (Lima, como era conhecido). Amigo de há longa data. Colega no Liceu Domingos Ramos, naqueles tempos ainda em que, de tão poucos, éramos como que uma família. Um choque muito grande, este. Lembro-me de como, ano vai, ano vem, o Lima, brincalhão, nunca saía dos “21 anos”. Doeu-me imenso ouvir, ao telefone, a Jackie. Até parece que foi ontem o casamento deles, aí em cima no Rui Vaz. E enquanto tento perceber alguma coisa, sinto que a tristeza aumenta. Penso nos familiares dele. Desejo que tenham muita força neste momento bem difícil.
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quinta-feira, maio 29, 2008
E a morte não perguntou
Breve, brevíssima passagem por este mundo. Que nem uma pluma que paira o tempo apenas para nos prender ao seu rasto. Pois que a morte chegou à sucapa e levou a Lú Azevedo. Não perguntou. A ninguém. Não a mim. Teria dito que não. Mil vezes não. Mas quem sou eu para esperar que a morte me fale? Nada. Ninguém. Apenas esta saudade imensa. Esta tristeza tão funda. E a revolta, esta revolta que magoa qual lâmina cortante. Mas também a força para desejar que a Lú esteja bem, tranquila, com o mesmo sorriso nos olhos, a palavra marota, o riso solto. A força ainda para não chorar nesta hora de perda. Antes o carinho, esse carinho tão grande, o mesmo com que nos davamos as mãos e descíamos as ruas dessa Praia então pacata e inocente. Mas, sobretudo, a força para não ter forças para não chorar.
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